Chegou à época dos guias dos vinhos: COMO INTERPRETÁ-LOS

Chegamos à época do ano, tão ansiosamente esperada pelos consumidores, que coincide com o lançamento dos vários guias nacionais e internacionais que premiam os melhores vinhos no mundo todo.

Essas publicações, tão celebradas, certamente agregam glamour e importância ao mundo do vinho, reconhecendo o fruto do trabalho de muitos produtores e encorajando muitos outros a trabalhar nos níveis mais altos.

Mas os consumidores são capazes de decifrar e interpretar as avaliações e os prêmios diferentes que cada guia atribui para os vinhos? Por que um vinho é premiado e celebrado em um guia e em outro não é nem considerado? Qual guia devemos considerar mais influente?

Para responder a estas perguntas temos que pensar que os sommelier ou os especialistas que trabalham nos guias são indivíduos que, embora tecnicamente preparados, como todos nós, tem diferentes gostos pessoais e diferentes paladares que usam para avaliar os vinhos, portanto, de um modo geral, mesmo degustando os mesmos vinhos, é improvável que eles os avaliem da mesma maneira.

Mas como podemos, como consumidores finais, comprar os melhores vinhos sugeridos pelos guias? A resposta é simples, basta seguir o seu paladar.

Só assim poderemos interpretar e seguir melhor o que os guias nos indicam, compreendendo quem, entre os especialistas, foi capaz de dar a melhor indicação e que está mais de acordo com o nosso paladar. Não tenha medo de discordar das guias ou de uma pontuação dada a um vinho, mesmo se você não é técnico, cada vinho vai gerar sensações diferentes e você não deve sentir se desconfortável se o que você comprou seguindo uma orientação não respeitou suas expectativas.

Mesmo que os guias internacionais, sejam os mais seguidos pelos consumidores, não subestime a importância dos guias nacionais porque os especialistas que trabalham para eles estão mais acostumados em beber vinho nacional e seu paladar é muito mais sensível para reconhecer as diferenças entre vinhos feitos com a mesma uva. Isso não significa que o guia nacional como o Gambero Rosso na Itália seja mais confiável do que o Wine Spectator, por exemplo, mas seus especialistas certamente avaliam um número maior de produtores nacionais com maior criticidade. Por outro lado, os guias internacionais utilizam especialistas muito mais preparados em avaliar vinhos de todo o mundo, como o Master of the Wine, por exemplo, que é muito mais capaz de entender os gostos dos consumidores de todo o mundo em relação aos vinhos de cada país.

Em conclusão, meu conselho é provar um bom vinho e analisá-lo com as opiniões dos vários guias, mas deixar que o próprio vinho faça você entender quantos pontos ele vale para você.

Salute!

Alessandro Moretti.

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