Vinho e lua. Que conexão misteriosa os unem?

Desde a antiguidade, a lua exerce uma atração curiosa sobre o homem e sua vida agrícola, influenciando suas escolhas e principalmente em respeito ao mundo do vinho, da videira à garrafa, em nome de um casamento que dura há milênios entre ciência e a sabedoria popular.

O processo de poda, por exemplo, na videiras mais velhas é feito estritamente na lua nova a fim de engrossar a folhagem e favorecer um bom amadurecimento das uvas, por outro lado nos vinhedos jovens, cujo vigor precisa ser mantido sob controle, a poda se efetua quando a lua está em uma fase de declínio. Também as operações de corte se efetuam com a lua em fase de declino, para favorecer a formação de novas folhas e para o desenvolvimento do cacho.

O momento mais delicado e precioso de todo o ciclo de produção, no entanto, é obviamente o engarrafamento, durante o qual respeitar as fases da lua significa não apenas continuar uma tradição secular, mas seguir um processo sagrado onde para obter excelentes vinhos tranqüilos é essencial a lua minguante, enquanto para os vinhos frizantes, é preciso ter uma lua crescente.

No passado, havia outras medidas levadas em conta, mas que atualmente não são mais praticadas por razões comerciais como, por exemplo, as decantações do mosto fermentado realizadas exclusivamente com a lua cheia, em dias calmos e sem vento. Como o vinho, de fato, está vivo, é afetado pelas condições climáticas externas e as absorvem, permanecendo particularmente influenciado por elas. Portanto a decantação do mosto fermentado era feita a uma altura de cerca de um metro, com as portas da cantina abertas, para permitir que o sol e ar fresco pudessem entrar em contato, permitindo a passagem de todos os seus benefícios balsâmicos.

É por isto que produzir vinho é uma arte feita de tradições e inovações, e que um bom vinho nunca poderá ser definido como uma simples bebida.

Salute!

Alessandro Moretti.

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