Vinhos Naturais

Sobre Vinhos Naturais

A história do vinho natural é muito recente, porém em pouco tempo, esta categoria de vinhos ganhou um lugar de grande importância tanto na produção como nas vendas de vinhos e outros alimentos.

Com a atenção global dedicada à biodiversidade e à sustentabilidade, o desejo aumentou entre os produtores de vinho, de propor ao consumidor final um produto com características menos comerciais e mais ligado à identidade do terroir e da matéria-prima, muitas vinícolas se converteram à agricultura biodinâmica e em alguns países do norte da Europa, o consumo de vinho natural chegou e até superou o do vinho convencional, como aconteceu na Dinamarca.

Na categoria dos vinhos naturais inclui-se, também os veganos. A diferença que define cada um deles está ligada a porcentagem de “aditivos” que são utilizados na vinificação, pois todos eles são produzidos utilizando uvas obtidas da agricultura natural / biodinâmica.

Na Itália, a cultura do vinho é muito antiga e ainda prevalece a produção de vinho através do uso de técnicas convencionais, ou seja, não naturais, porém estas mesmas vinícolas adotam uma agricultura com os princípios naturais. Dessa forma muitos produtores estão dando cada vez mais atenção às produções de uvas naturais e desenvolvendo vinhos de excelente qualidade.

Nós da PARAJU-VINHOS fomos procurar os produtores que mais se destacaram pela excelência de seus vinhos naturais para propor ao mercado brasileiro o que a Itália pode oferecer de melhor neste setor.

Produtores

Francesconi Paolo

Estamos nas primeiras colinas dos Apeninos logo acima de Faenza, na província de Ravenna.

A vinícola é um exemplo clássico da conversão da agricultura convencional para a biodinâmica.

Depois de anos de aplicação da agricultura clássica aprendida durante os estudos, em 1991, Paolo, que é um agrônomo, herdou a vinha que era seu avô e decidiu produzir vinho. Sua idéia, no entanto, era produzir um produto que representasse a tipicidade do território, mas em perfeita harmonia com o meio ambiente e viu no método natural uma ótima oportunidade para desenvolver o seu propósito.

Ele começou a estudar as empresas locais que já produziam vinhos através deste método e em 1992 decidiu de converter a empresa em natural. Para Paolo, existe apenas a idéia de ser capaz de produzir qualidade a longo prazo e vinhos típicos do território somente de forma sustentável.

Em 1999 vem o primeiro engarrafamento, mas para Paolo a gestão natural não será suficiente. Na verdade, em 2000, fascinado pela ideia francesa de que, sem intervir com fertilizantes químicos e pesticidas, a vinha reflete muito mais o “terroir” e caracteriza mais o vinho, ele passou a adotar as práticas biodinâmicas

O desafio de Paolo Francesconi é produzir vinhos com personalidade que reflete seu trabalho e o terroir em que as vinhas estão inseridas. Tudo baseia-se na aplicação dos princípios da agricultura natural nos vinhedos e no processo de vinificação, começando pelo uso de leveduras autóctones nativas.

Além do Sangiovese Superiore e do Riserva, típico da região da Romagna, Paolo Francesconi também produz Merlot e Cabernet Sauvignon, duas uvas não tradicionais na região, mas que ele consegue transformá-las em vinhos sensacionais, equilibrados e com evidente personalidade.

“Uma vinícola que adequa sua produção ao nível das outras, não se destaca, apenas contribue a desenvolver a concorrência dos preços. Se invés, o vinho, reflete o trabalho do homen e o território, para o consumidor final vai poder ser mais fácil entender como isso afeta o produto e seu preço “. (Paolo Francesconi)

Poggio Argentiera

poggioargentiera

Poggio Argentiera foi fundada em 1997 com a compra de Adua, propriedade

do início dos anos 900, o tempo de recuperação de terras Maremma. Constituida por 6 hectares original teve incio a produção de Morellino di Scansano, em seguida, é feita a nova adega e, em 2001, a propriedade foi ampliada pela compra de outra fazenda, Keeling, localizado em uma área montanhosa, na cidade de Scansano.

É adicionado às velhas plantas e novas vinhas e hoje a empresa tem 20 hectares de terra produtiva inclusive na DOCG Morellino.

O Vinhedo

A filosofia da empresa combina o trabalho na vinha com o máximo respeito da videira e o seu ciclo de produção e, desde 2009, a realização de toda a empresa foi convertida seguindo os ditames da agricultura natural, com o objetivo de buscar o equilíbrio entre a planta e o ambiente circundante.

A fazenda Adua está localizado na área adjacente ao Parque Natural de Maremma, em frente à Marina di Alberese. Os vinhedos estão situados a uma altitude igual à do nível do mar, que é apenas cerca de 5-6km.Os 20 hectares estão dispersos em todo o Podere Adua, onde há também um centro de gestão da empresa, e Podere Keeling.

Aqui os solos são principalmente de areia e lodoso, com pouca argila e pouca matéria natural.

Situação muito diferente para Podere Keeling, que está localizado em uma altitude maior, nas colinas, na cidade de Scansano. A inclinação natural, a exposição e a composição do terreno extremamente rochoso tornou possível, nesta parte da empresa, as vinhas de encanto extraordinário e características únicas.

Quercia Al Poggio

quercia_al_poggio

Quercia al Poggio está localizado em Monsanto, a cerca de 400 metros s.l.m., na cidade de Barberino Vald’Elsa.

A fazenda tornou-se propriedade da família Rossi em 1997 e possui uma área de 100 hectares: uma reserva natural rica em florestas, onde as videiras e oliveiras são cultivadas de acordo com critérios da agricultura natural.

A sede da fazenda é uma vila rural do século XIX e em parte um antigo convento Vallombrosani a Badia nas proximidades a Passignano.

Desde 1997, Michaela e Vittorio iniciaram uma profunda renovação gradual da empresa vitivinicola, replantando 15 ha de vinhas, um novo sistema para a cantina e da introdução de uma seleção cuidadosa de madeiras a fim de preservar as características originais da Sangiovese e outras variedades tradicionais presentes na fazenda.

Vinhedos, colheita da uva e produção de vinho

Nas novas vinhas, ao lado da Sangiovese, foram replantadas Ciliegiolo, Canaiolo e preta Malvasia e tentou reconciliar os novos métodos de plantio com as últimas pesquisas sobre clones e porta- enxertos para respeitar o terroir da área e expressar o potencial destas vinhas. Sempre que possível, são utilizadas mudas já existentes na fazenda.

Os vinhedos estão situados no monte e a metade norte do vale que parece Barberino Val d’Elsa, e metade do que está vindo para o ensolarado Ca- stellina. A estrutura específica do solo de argila calcária com trechos

de xisto e marga e a exposição particular das vinhas, decorrentes do comprimento geológica do monte, garante brilho e secura, enquanto o ambiente arborizado promove clima saudável.

A colheita começa quando as uvas estão em plena maturidade de polifenóis e açúcar.

A colheita é feita manualmente para a melhor seleção das uvas de diferentes vinhedos onde são vinificadas separadamente. A fermentação ocorre em temperatura controlada enquanto o alcool em inox, a maloláctica continua no cimento vitrificado ou às vezes diretamente em barris de madeira de forma natural e gradual. A maceração do vinho varia de 20 a 35 dias e, na medida do possível, segue a fase da lua durante a transferência e engarrafamento.

No final do processo de vinificação o vinho é deixado a envelhecer em barris de carvalho de 500 litros, alternando madeira nova e antiga para dar origem ao produto acabado um equilíbrio perfeito entre aromas de fruta e madeira. Vinho, não filtrado ou levemente purgado de pequenas opacidades, é engarrafado por gravidade durante a primavera ou no outono.

Vinhos

A empresa produz Quercia Al Poggio Chianti Classico que é geralmente colocado no mercado apenas três anos após o fim da fermentação e uma pequena selecção de Sangiovese é usado para produzir Quercia Al Poggio Riserva, envelhecido em média de 4 anos.Vinhos

Uma vez engarrafado, os vinhos são deixados para descansar no vidro, por um período variável, dependendo das caracteristicas da safra ou seleção do vintage.

Estes longos envelhecimentos acontecem após a decisão da empresa para valorizar ao maximo os elementos que fazem deste um elegante vinho Sangiovese com grande estrutura, para as quais só o tempo consegue exaltar a complexidade definitiva.