A  Campania, no sul da Itália, é uma região vinícola milenar, famosa por seus vinhos tintos robustos e estruturados, com destaque para a emblemática uva nativa Aglianico, que faz um  vinho conhecido como “Barolo do Sul”. 

A maior parte dos vinhedos, cerca de 60%, é de uvas tintas, mas a produção de vinhos brancos tem seu próprio brilho, com uvas autóctones que surpreendem pela riqueza aromática, frescor e mineralidade, tais como Falanghina, Fiano di Avellino e Greco di Tufo. 

O caráter mineral e salino dos vinhos tem origem nos solos vulcânicos ao redor do Vesúvio e da Costa Amalfitana. Podem ser estritamente vulcânicos ou conter algum material vulcânico combinado com outros tipos de solo, como calcário, arenito e argila calcária.  

A enologia na Campania iniciou-se com a chegada dos antigos gregos, que trouxeram videiras e instituíram a prática de cultivo de uvas em arbustos, o que ajuda a administrar áreas de baixa precipitação e o alto nível de insolação recebido no verão. A região concentra o maior número de DOCGs do sul da Itália, denominação máxima concedida apenas a produções com histórico vitivinícola significativo para o país, com destaque à prestigiada DOCG Taurasi, que faz vinhos excepcionais da uva Aglianico. 

Apesar da proximidade costeira, predomina uma topografia irregular: apenas 15% de seu território é formado por planícies e, à medida que nos afastamos da costa e seguimos em direção ao interior, o relevo se eleva rapidamente e se torna montanhoso. 

O clima é mediterrâneo, com uma longa estação de maturação para as uvas, mas a altitude garante uma boa variação de temperatura entre o dia e a noite, favorecendo a manutenção de ótimos níveis de acidez em suas áreas nobres. 

A viticultura na Campania preserva séculos de tradição e revela a força de um território onde história, vulcanismo e cultura se transformam em vinhos de identidade única.